Qualificação profissional

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Zootecnista pela Universidade de São Paulo com Especialização em Melhoramento Genético Animal na França. Carreira profissional na Gestão Executiva de empresas nacionais e multinacionais do Setor de Genética Animal - Alta Genetics do Brasil, Sersia Brasil Inseminação Artificial, Yakult S/A Indústria e Comércio, Sete Estrelas Embriões, Fundação Bradesco - PECPLAN e Banco de Crédito Nacional - BCN Agropastoril. Na foto, um dos importantes títulos recebidos ao longo de uma carreira profissional de 27 anos de serviços prestados a pecuária de corte tropical, "Prêmio Nelore de Ouro - Personalidade Empresarial do ano".

domingo, 26 de fevereiro de 2012

As biotecnologias e o boi do futuro!


A evolução das biotecnologias e sua utilização integrada, irá proporcionado uma verdadeira revolução na atividade pecuária.
A clonagem industrial permitirá aos criadores fazer várias cópias de seus melhores touros para cobrir a vacada comercial .
Em todo o mundo, o Brasil é a nação que mais utiliza tecnologia genética de ponta no aprimoramento do rebanho bovino.
A clonagem tradicional não chegou ainda ao médio e pequeno produtor, porque tem um custo proibitivo. A cópia idêntica de um bovino não sai por menos de R$ 50 mil. A democratização da genética é uma questão de tempo.
A clonagem aplicada ao desenvolvimento da atividade de pecuária de corte comercial é a última palavra em termos de tecnologia – mas não está sozinha. A inseminação artificial em tempo fixo (IATF), técnica que cresceu mais 150% desde que chegou ao país, há quatro anos, vem provocando uma revolução nas fazendas. Com ela, o pecuarista ganha o poder do Criador. Em conjunto com a sexagem, a IATF deixa a reprodução do rebanho sob o controle absoluto do fazendeiro. Ele programa o sexo e a data exata de nascimento dos bezerros.
A grande vantagem dessa técnica é que a vaca não precisa estar no cio para ser inseminada, pois a ovulação é estimulada automaticamente. A propriedade pode inseminar um grande número de animais em curto espaço de tempo. Além disso, pode programar o nascimento e o desmame para as épocas do ano mais favoráveis aodesenvolvimento dos bezerros. Há criações de grande porte que conseguem inseminar 400 vacas ao dia – são 30 de inseminação convencional.
Os marcadores moleculares também já chegaram por aqui, com a função de descobrir, por meio da análise de DNA, uma sequência de genes que defina as características de um bovino. Exemplo: se ele possui os genes de maciez da carne. A novidade nessa área é um projeto que pretende identificar o potencial de um touro reprodutor logo após seu nascimento. Hoje, para se confirmar a potencialidade de um reprodutor, é necessário analisar seus filhos, o que leva em média quatro anos.
Cruzando-se análises moleculares do DNA com as DEPs (estimativas sobre o potencial de um animal com base nos resultados de seus parentes), o intervalo entre as gerações será abreviado. Dessa forma, o fazendeiro poderá tomar hoje uma decisão que só viria dentro de três ou quatro anos. Detalhe: sabendo-se o potencial das DEPs.
A biotecnologia aplicada a atividade pecuária no Brasil alcançou na última década mais do que evolui nos últimas cinco. É por isso que podemos esperar no futuro a produção de produtos de qualidade padronizados ao abate em torno de 18 meses com 500 quilos bem distribuídos na carcaça nos cortes de maior valor economico.
Na área de sustentabilidade, foi lançada recentemente a tecnologia em que um chip é introduzido no rúmen do animal, e via website, o consumidor terá todas as informações sobre a carne da gôndola.

terça-feira, 10 de maio de 2011

Melhoramento Genético, ciência e paixão!


Aos criadores que participam de Programas de Avaliação Genetica e praticam o
Melhoramento Animal em seus rebanhos, os conceitos de índice, objetivos e critérios da seleção se confundem, sao muitos as possibilidades e muitos os caminhos. Cada criador tem em mente um índice, ou um conjunto de características dos animais, que ele considera importantes para seu rebanho. Devemos considerar também, que a decisão de incluir, ou não, determinada característica em programa de melhoramento depende da importância econômica, do potencial para ganho genético, dos custos de sua medição e dos interesses individuais de cada segmento da cadeia produtiva.
O processo do melhoramento genético e uma arte milenar. Acompanha a humanidade desde as suas primeiras incursões na domesticação dos animais de interesse econômico na busca de alimentos básicos para seu próprio sustento. A ciência, par e passo com o homem, evoluiu e o conjunto da obra do conhecimento humano, nestes dois milênios em que foi possível sua documentação com uma maior precisão, e impressionante. Mas é pouco provável que todo esse conhecimento adquirido esteja reunido em compêndios, enciclopédias e onde mais tentamos acomodar esse monstruoso acervo.
Sempre existe algo de imponderável, inenarrável e impossível de registro pelos meios convencionais do conhecimento humano e que e, a rigor, transmitido ou percebido de uma forma pessoal e insubstituível.
O êxito dos programas de melhoramento, neste inicio de milênio, continua vinculado ao estabelecimento de objetivos e metas bem definido, e que estes sejam coerentes com a estrutura de mercado vigente e certamente adaptados as condicoes ambientais e sociais.
Desta forma, continua sendo fundamental definir o objetivo final de um programa de melhoramento genético e o que se entende por critérios de seleção.
Com esta nova visão de mercado, o desafio será como ponderar estas variáveis para obter o máximo de retorno econômico, a maior contribuição social e o menor impacto ambiental.
Mesmo que a razão central do melhoramento genético animal seja econômica, há muitos problemas a resolver antes da adoção de critérios econômicos completamente adequados ao desenho dos programas de melhoramento. Com os novos rumos do comercio ao nível nacional e internacional, e o aumento da competitividade na busca de novos mercados, a produção de alimentos, tende a buscar saídas para um crescimento em quantidade e qualidade. Assim, o estudo do melhoramento genético se mostra fundamental para um progresso destas atividades. O melhoramento genético animal, tem como objetivo principal a utilização da variação genética entre os indivíduos, para aumentar qualitativa e quantitativamente a producao dos animais domésticos.
O melhoramento animal, apesar de ter a sua fundamentação teórica desenvolvida há alguns anos, recentemente tem recebido grandes contribuições que são as principais responsáveis tanto pela expansão quanto pelos progressos genéticos que tem sido observados nas mais diferentes espécies de animais domésticos explorados comercialmente, já que o mercado exige que aconteçam melhorias.
Fundamentalmente, a melhoria genética se processa com base na escolha correta
daqueles que participam, ou melhor, daqueles aos quais e dada a possibilidade de
participar, do processo de constituição da geração seguinte. Isso vale para a escolha dos indivíduos que produzirão filhos, ou mesmo, para escolha de raças.
O melhoramento e considerado importante por representar resultados de longo prazo. E fundamental ter consciência de que o momento, apesar de ser propicio para se fazer modificações no setor, sinaliza que qualquer falha pode ser extremamente maléfica em relação a novas tecnologias. E importante ressaltar que os erros na tomada de decisão serão penalizado, ficando o lucro muito reduzido ou mesmo nulo.
Um programa de melhoramento genético, para que haja sucesso, deve estar baseado em metas muito bem definidas, coerentes com o mercado vigente e condimentes com o ambiente. O objetivo de um programa em melhoramento genético e a combinação de características presentes no animal, a qual se procura melhorar. Portanto, essa mudança deve ocorrer para que possa suprir o mercado, atendendo a demanda do mundo capitalista. Só assim haverá retorno para tal investimento.
Depois de definido o objetivo principal do programa de melhoramento, deve-se adotar um critério de seleção - característica a ser medida, a partir de qual será feita a escolha do individuo. Esse critério de seleção pode ser a combinação de varias características, resultando, assim, num índice final de seleção.
Hoje, mais conscientes da necessidade de uma ferramenta de incremento para
otimização nos ganhos e eficiência dos rebanhos brasileiros, os pecuaristas buscam, no melhoramento genético animal, reprodutores capazes de transmitir a seus filhos características de interesse econômico e que sejam refletidas em uma mudança do atual cenário da bovinocultura de corte brasileira, marcada por baixos índices de produtividade, onde predomina também o abate de animais despadronizados, tardios e sem conformação frigorifica.
Assim, como sinais dos esforços que visam a capacitação da pecuária de corte no pais, posicionando-a frente as exigências de qualidade pelo mercado consumidor e ao mundo globalizado, a genética e melhoramento animal, bem como a nutrição, administração rural e outros fatores, vem aos poucos transformando, para melhor, essa nossa triste realidade.
Uma das ferramentas mais modernas que a tecnologia coloca nas mãos dos pecuaristas hoje em dia e a famosa DEP, tão divulgada, mas nem sempre tão bem entendida.
A DEP, sigla de Diferença Esperada na Progenie, nada mais e do que uma estimação de como os futuros descendentes de um determinado reprodutor irá expressar as características. Em outras palavras, a DEP prevê o desempenho das crias de um dado reprodutor, comparada com o desempenho das crias de todos os reprodutores incluídos no programa de avaliação genética, acasalados com vacas semelhantes. Outra maneira de entender o conceito e considerar a DEP como o valor genético, de um animal, transmissível a seus filhos.
Quando selecionamos um animal, nos baseamos em informações para determinadas características, como por exemplo, o peso a desmama, utilizado quando um pecuarista deseja incrementar em suas futuras crias, um peso a desmama superior ao atual. Para tais objetivos é necessária a utilização de uma genética superior para a característica de peso a desmama.
Neste caso, o valor do peso a desmama das crias de um determinado reprodutor serão comparadas com o peso a desmama das crias dos demais reprodutores envolvidos na avaliação, sendo conferido ao lote que apresentar o melhor peso a desmama, o mérito genético de seu progenitor. Essa comparação considera uma serie de efeitos e a genealogia dos animais. A metodologia de estimação permite que sejam comparados os valores genéticos de animais de diferentes pais, fazendas, lotes, etc., desde que algumas precondições sejam obedecidas. Os touros cujas progênies apresentarem o mais elevados pesos a desmama, após a remoção dos efeitos não genéticos, serão considerados como animais melhoradores para a característica peso a desmama ou outra qualquer que estiver sendo estudada.
A metodologia de avaliação e semelhante para os demais indices zootecnicos, como ganho de peso diário, índice de fertilidade, taxa de conversão alimentar etc. O importante e lembrarmos que os melhores animais para determinada característica não
necessariamente serão os melhores para outras, ja que um animal com DEP positiva para ganho de peso diário, por exemplo, pode apresentar uma DEP negativa para uma característica como habilidade materna ou outra(s).
As características são condicionadas por genes, alem dos efeitos de meio ambiente, e esses genes são transmitidos pelos touros e vacas, pais dos bezerros.
Habilidade materna? Como um touro pode ser avaliado por sua habilidade materna, característica expressa pelas fêmeas, neste caso representada pela vaca. Como disse, os animais são avaliados levando em consideração o desempenho de suas progênies, tanto machos como fêmeas. Assim, um touro pode ser avaliado por sua habilidade materna, idade ao primeiro parto, produção de leite, persistência de lactação etc., pois no fundo, estamos avaliando o patrimônio e a qualidade genética dos animais.
No entanto, esses valores serão alterados pelo meio ambiente e podem ser maiores ou menores. De qualquer maneira, a diferença de peso entre os filhos dos touros devera permanecer a mesma, se as vacas forem semelhantes.
E de suma importância que se estabeleçam os chamados critérios de seleção, ou seja, os objetivos que se deseja buscar com o processo de melhoramento genético.
As melhores DEPs não necessariamente implicam nos melhores animais, cabendo aos objetivos do processo de melhoramento genético essa determinação. Esse fato pode ser relatado nas avaliações para peso ao nascimento, onde DEPs muito elevadas tendem a comprometer os partos, já que as crias nascidas de reprodutores com tais DEPs tenderão a ser maiores e mais pesadas.
Interpretando as DEP's e balanceando a escolha dos reprodutores, o pecuarista
certamente melhorara seu rebanho, em velocidade muito maior do que o faria com as metodologias atuais, como a avaliação visual geral dos touros. No entanto, para cada situação em especial, para cada objetivo de melhoramento, o pecuarista deve escolher o reprodutor que melhor se adeque as suas necessidades.
Afinal, o que e avaliação genética e o que significa adquirir material genético (tourinhos, novilhas, embriões ou sêmen) geneticamente avaliado?
Avaliar a qualidade genética de um animal nada mais e do que estimar o seu valor
genético aditivo, isso e, aquela parte dos componentes genéticos cuja transmissão se consegue prever e dessa forma avaliar o impacto na composição genética das gerações futuras.
Infelizmente, e impossível conhecer com precisão o valor genético dos animais. O
problema e muito simples: o desempenho dos animais, também denominado de fenótipo e resultado do patrimônio genético que aquele animal possui, o chamado genótipo, somado aos efeitos de meio ambiente, existindo ainda uma interação entre os efeitos de genótipo e de meio ambiente. Alguns animais podem ser superiores a outros em alguns ambientes, mas podem se tornar inferiores aqueles em ambientes diferentes. Se simbolizarmos o fenótipo com a letra F, o genótipo com a letra G, o meio ambiente com a letra A e a interação entre o genótipo e o ambiente com as letras GA, o desempenho dos nossos animais, seja qual for a característica estudada (peso a desmama, peso a 1 ano, produção de leite, circunferência escrotal, etc.) poderá ser colocado numa equação muito simples F = G + A + GA.
Esta equação nos mostra que, infelizmente, o fenótipo que medimos nos animais não demonstra diretamente sua qualidade ou potencialidade genética. Esse fenótipo, essa produção ou essa medida estarão sempre influenciadas pelo meio ambiente A e pela interação genótipo-ambiente GA, que podem assumir valores positivos ou negativos e que alteram o valor genético dos animais, G.
Como nao se pode conhecer com exatidão o valor genético dos animais, lança-se mão de técnicas de estimação desses valores. Pela analise da equação acima pode-se verificar portanto a necessidade de estimar-se o valor genetico dos animais sem a interferência dos efeitos de meio ambiente e da interação genótipo-ambiente.
O valor genético dos animais depende da herdabilidade do caráter (quanto maior a
herdabilidade maior a concordância entre o genótipo e o fenótipo), do numero de
informações (quanto maior este numero, melhor a estimativa do valor genético), do
parentesco entre o animal avaliado e as fontes de informação (quanto mais próximo o parentesco, maior a ênfase que a informação deve ter) e do grau de semelhança fenotípica entre o animal avaliado e as fontes de informação (uma forma de avaliar os efeitos de ambiente que são comuns a diferentes fontes de informação, os chamados efeitos permanentes de ambiente).
Em bovinos, apenas os "valores fenotípicos" podem ser medidos diretamente, mas e seu "valor genético" que determina sua influencia na geração seguinte.
A maior importância da herdabilidade no estudo genético dos caracteres quantitativos e o seu papel preditivo, expressando a confiabilidade do "valor fenotípico" como preditor do "valor genético".
O coeficiente de Herdabilidade (h2) e a fração da variância fenotípica que é atribuída as diferenças entre os genótipos dos indivíduos de uma população. Em outras palavras, ele expressa a proporção da variância total que e atribuível ao efeito médio dos genes.
Uma vez que o valor da herdabilidade depende da magnitude de todos os componentes de variância, uma mudança em qualquer m dos componentes irá afeta-la.
A repetibilidade expressa a proporção da variância fenotípica total que e devida as
diferenças genéticas e de ambiente permanente, estabelecendo o limite superior para o grau de determinação genética e para a herdabilidade. Aumentando-se o numero de medidas de qualquer característica reduz-se a quantidade de variância devida ao ambiente especial na variância fenotípica. Esta redução representa o ganho em acuracia.
A vantagem do ganho em acuracia, para programas de melhoramento e o aumento da proporção da variância genética aditiva. Quando a repetibilidade e alta, a variância devida ao ambiente especial e pequena e o aumento do numero de medidas implica em pequeno ganho em acuracia. Quando a repetibilidade e baixa, a repeticao das medidas conduz a um ganho significativo em acuracia.
Poderia continuar a descrever o quanto a ciência do melhoramento genético pode contribuir para o aumento da rentabilidade, mas é muito importante notar que o trabalho de seleção e de melhoramento animal, não é um simples jogo de números, ou a simples “marketagem” de avaliações, todo o processo deve ser visto sob um conjunto geral e sempre a luz da ciência.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

OS DESAFIOS DA NOSSA PECUÁRIA


Apesar do destaque do setor de carnes brasileiro ter ficado para a produção de frango, que foi a sensação de 2010 e promete repetir a boa fase neste ano superando a China na produção de aves, a produção de carne bovina atravessou excelente fase, atingindo a marca histórica de R$ 117 por arroba, valorização anual de preço superior a 40%, fortalecimento do mercado interno e recuperação de mercado externo. Todas as perspectivas são positivas para o setor, tanto pela sinalização de preços firmes ao longo do ano identificadas pelas cotações na Bovespa superiores a 100 Reais até o segundo semestre, quanto pelas projeções de crescimento das exportações em 25% ou 2 milhões de toneladas com a retomada das compras pela União Européia após embargo ao sistema de rastreabilidade nacional causado pela incompetência do governo brasileiro e o desenvolvimento dos mercados da Rússia, China e Oriente médio, quanto no crescimento constante do mercado de consumidor interno, onde atualmente cerca de 80% da produção brasileira de carne(8 milhões de toneladas) tem destino a mesa dos brasileiros. E neste ambiente pode-se prever um maior investimento em tecnologia e intensificação dos sistemas de produção, com reflexo no aumento da produção em relação a 2010. Indicadores importantes nos fazem acreditar que estamos iniciando uma fase promissora para a nossa agropecuária, com a manutenção da valorização das commodities, onde comércio de grãos com altas cotações em 2010 deve continuar aquecido em 2011, em função dos baixos estoques mundiais e da tendência de elevação no consumo das famílias. E o Brasil não será somente favorecido pela conjuntura internacional, o país poderá ser o protagonista do aumento da produção de alimentos no mundo, baseado em um levantamento realizado pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) que aponta que a produção de alimentos terá de crescer 20% nos próximos dez anos a fim de atender à demanda mundial. Nesse panorama, a União Européia vai contribuir com um aumento de 4%; a Austrália com 7%; os Estados Unidos e o Canadá com 15%; a Rússia e a China com 26%; e o Brasil com 40%. O que vale dizer que teremos de avançar o dobro do crescimento mundial, o que implica numa expectativa muito grande sobre nossa produção, em função da disponibilidade de terras e de nossa competitividade. No médio e longo prazo a atividade de produção de carne no Brasil se projeta em franca expansão, visto que a melhoria no poder de compra da população dos países emergentes não será interrompida, e os concorrentes do Brasil não têm disponibilidade de oferta. Assim, a pecuária na busca da adequação às novas demandas vem constituindo-se, cada vez mais, numa atividade empresarial. E como tal, tem que procurar desenvolver de forma coesa e uniforme toda a cadeia produtiva da carne e, em especial, o sistema de produção. Nesse novo cenário a pecuária tem de garantir o fornecimento contínuo, ao longo do ano, de produtos de boa qualidade, e ser capaz ainda, de se constituir em um setor de alta produtividade e competitivo. No entanto, a consolidação do setor de produção de carne no Brasil carece de estruturação e uma política forte de desenvolvimento, pois apesar do cenário otimista para o ano, faz-se urgente uma reforma do atual modelo da política agrícola do país, pois o produtor brasileiro não pode continuar arcando sozinho com a responsabilidade do abastecimento do país. Este desenvolvimento virá por meio de uma política de renda ao produtor, um plano de investimento em logística de distribuição, uma política de apoio a aplicação de tecnologia, numa política agressiva no comércio exterior, num sistema de defesa sanitária rígido executado com seriedade e responsabilidade e na modernização da legislação com uma revisão ampla do aparato legal sobre o campo, que inclua as discussões sobre o direito de propriedade, questões trabalhistas e ambientais. Outro ponto que merece destaque é o ambiente, pois a despreocupação com os recursos naturais no desenvolvimento dessa atividade possibilitou, e ainda possibilita o desequilíbrio biológico com conseqüências desastrosas para o meio ambiente e para a própria atividade. O manejo inadequado e a mentalidade extrativista que controlavam, e em parte ainda controlam, a atividade produziram como resultado grandes áreas degradadas ou em franco processo de degradação. É urgente que se reverta esse processo tanto para recuperar os milhões de hectares de pastagens degradadas, quanto para possibilitar que centenas de propriedades permaneçam na atividade. As pastagens podem produzir grandes quantidades de matéria seca digestível por área se forem tratadas como culturas e manejadas corretamente. O adiamento da votação do novo Código Florestal para este ano, aumenta o quadro de insegurança jurídica entre os produtores, pois a grande maioria dos produtores continua em situação irregular. O Brasil consegue superar problemas como a precariedade da infra-estrutura e o protecionismo europeu, mas vive esse impasse na questão ambiental, o que revela a superficialidade da abordagem do tema e a ausência de ações governamentais concretas, pois o agronegócio brasileiro é um dos mais sustentáveis do mundo, com os maiores índices de produtividade agrícola, maior integração lavoura-pecuária, maior plantio direto e maior reserva ambiental. E outro ponto importantíssimo a observar diz respeito à valorização do melhoramento genético aplicado ao rebanho de corte de forma intensa em larga escala, como ferramenta de maximização da produção e rentabilidade, pelo impacto direto causado na produção e sua elevada taxa de retorno financeiro, quando comparado a outros investimentos voltados ao aumento de produção. Outro efeito cumulativo importante do melhoramento do rebanho é o desenvolvimento de grupamentos genéticos especializados aos nossos sistemas de produção, capazes de transformar forragem em carne de qualidade de forma eficiente, econômica e de qualidade. O desafio maior de todos nós é o de oferecer padrão de qualidade para sustentar a nova realidade de demanda e características do mercado. Neste sentido, a produção de qualidade passa a ser prioridade máxima da demanda da indústria, e a uniformidade o ponto chave para os ganhos econômicos consistentes para o pecuarista. E a maneira mais rápida e eficiente de se obter a uniformidade é sem dúvida nenhuma a aplicação de um programa de melhoramento genético. Mais um desafio a ser enfrentado por todos os selecionadores de genética especializada em produção de carne, em se manterem cada vez mais conectados com os produtores de base e a indústria de transformação, movimentando assim toda a cadeia de forma sustentável em todos os níveis de produção distribuindo valores em todos os segmentos, gerando riquezas para a população, preservando o meio ambiente, atuando com responsabilidade social, tratando do bem estar animal e fortalecendo o agribusiness de nosso país, mas principalmente valorizando a atividade de produtor rural brasileiro, nosso verdadeiro herói!

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

ULTRASSONOGRAFIA & SELEÇÃO GENÉTICA



Nos últimos anos, o agronegócio brasileiro vem ocupando um espaço importante para a produção mundial de alimentos, especialmente no que se refere à carne bovina. A pecuária de corte brasileira destaca-se pelo grande volume de carne produzida e desempenha um papel fundamental na pauta de exportações do país, aumentando significativamente a balança comercial. O setor de carnes no Brasil, apesar de ainda não incorporar todas as novas tecnologias de produção e gestão, tem evoluído com aumento da produtividade do rebanho e modernização de muitas empresas rurais. Contudo, este setor ainda não apresenta competitividade em termos da qualidade requerida e remunerada pelos diferentes mercados consumidores mundiais, produzindo apenas carne em quantidade, sem consistência e padronização. Um exemplo de preocupação em atingir o mercado internacional é o sucesso dos programas de carne certificada, os quais vem garantindo uma carne de qualidade. Uma ressalva importante é que o conceito de qualidade da carcaça e da carne é simplesmente uma opinião cultural, ou seja, depende dos hábitos inerentes à cultura de cada país, região ou continente. Por exemplo, para o mercado Japonês e Americano (EUA), uma carne de qualidade apresenta 12% e 8% de gordura intramuscular, respectivamente. Em algumas partes do mercado Europeu, devido à preocupação em ingerir menor quantidade de gordura saturada, uma carne bovina de qualidade, deve apresentar o mínimo de gordura intramuscular possível. A globalização do mercado deve levar a um aumento na homogeneidade em relação ao hábito dos consumidores, aumentando a demanda e direcionando o setor produtivo especialmente para produtos "in natura". Para atender às exigências desse novo cenário econômico, a pecuária brasileira terá que melhorar os seus índices produtivos, assim como, os reprodutivos, além de atender às exigências dos consumidores em relação à segurança alimentar, qualidade do produto, bem-estar animal e respeito ao meio ambiente. Para isso, nos programas de melhoramento genético deverá ser levado em conta, não só a seleção de reprodutores com melhores valores genéticos para características de crescimento e reprodutivas, mas também, para características de carcaça buscando aumento da qualidade do produto final, carne. Existem várias maneiras de mensurar a qualidade da carcaça com o objetivo de melhorar as características organolépticas da carne. A utilização de metodologias que impliquem no abate do animal para avaliar essa qualidade é desvantajosa. Pois, apesar de aumentar a acurácia de seleção, os altos custos do teste de progênie limitam o número de animais a serem testados, diminuindo assim a intensidade e a resposta à seleção. A técnica da ultrassonografia permite a avaliação das características na carcaça por um procedimento não invasivo e sem deixar resíduos nocivos na carne dos animais. A ultrassonografia passou a ser utilizada como técnica para a predição da composição da carcaça de bovinos de corte a partir de 1.950, e é considerada uma tecnologia de baixo custo e de fácil aplicação, quando comparada com à mensuração realizada diretamente na carcaça após o abate. Em alguns países, as avaliações por ultrassom têm um grande impacto econômico, já que os produtores recebem ou são penalizados de acordo com a qualidade e o rendimento dos cortes cárneos de seus animais. Devido às necessidades competitivas, as associações norte americanas desenvolveram programas de melhoramento genético para qualidade de carcaça bovina, utilizando testes de progênie e/ou uso da técnica do ultrassom ("Beef Improvement Federetion" – BIF, 2002).
Visando possíveis mudanças no mercado, e o longo período para que ocorram mudanças genéticas por seleção, estudos que procurem embasar qual a idade mais apropriada para se obter as características de qualidade de carcaça se fazem necessários. Além disso, como as características reprodutivas de fêmeas podem afetar significativamente a produtividade do rebanho, estudos a respeito da relação genética entre características de carcaça e reprodutivas são importantes, pois ainda não se sabe ao certo, se a precocidade sexual de fêmeas está relacionada com deposição de gordura na carcaça, musculosidade e desenvolvimento dos animais. No Brasil, a tecnologia já é plenamente dominada, faltando ainda, no entanto maior aprofundamento para que possamos de fato, predizer aos produtores os resultados esperados, questões importantes ainda precisam ser respondidas a luz da ciência, pesquisa e estatística aplicada, não basta medir é preciso interpretar e predizer com maior segurança, pois os produtores necessitam de ferramentas concretas, estamos no caminho certo.

sábado, 25 de setembro de 2010

A BUSCA DO BOI PELO HOMEM



O boi nunca se extraviou realmente, então por que procurá-lo? Tendo dado as costas à sua verdadeira natureza, o homem não pode vê-lo. Por causa de sua corrupção, perdeu de vista o boi.

Desolado através das florestas e aterrorizado nas selvas, ele procura um boi que não encontra;
Acima e abaixo, rios escuros, sem nome espraiados;
Em matas espessas ele percorre muitas trilhas;
Cansado até os ossos, com o coração pesado, continua a buscar algo que não pode encontrar;
Ao entardecer, escuta cigarras gorjeando nas árvores.


Através dos ensinamentos, ele distingue os rastros do boi. É, porém, incapaz de distinguir o bem do mal, a verdade da mentira. Não passou realmente pelo portão, mas tenta ver os rastros do boi.

Viu pegadas sem número;
Na floresta e à margem das águas;
Em que distâncias vê ele a relva pisada?
Mesmo as gargantas mais profundas das mais altas montanhas;
Não podem esconder o focinho desse boi que toca diretamente o céu.


Se ele apenas escutar atentamente os sons cotidianos, chegará à compreensão e no mesmo instante verá a verdadeira fonte. Quando a visão interior está corretamente focalizada, chega-se à compreensão de que aquilo que é visto é idêntico à verdadeira fonte.

Um rouxinol gorjeia num ramo;
O som brilha nos salgueiros ondulantes;
Ali está o boi, onde poderia esconder-se?
Essa esplêndida cabeça, esses cornos majestosos;
Que artista poderia retratá-lo?


Ao surgir um pensamento, outro e mais outro nasceram. A iluminação traz a compreensão de que esses pensamentos não sã irreais, já que brotam de nossa verdadeira natureza.

Ele deve segurar com firmeza o cabresto e não permitir ao boi vaguear;
Para que não se extravie por lugares lamacentos;
Devidamente cuidado, torna-se limpo e gentil;
Solto, segue de bom grado a seu dono.


O boi é a natureza primária e ele o reconheceu agora. Uma armadilha não é mas necessária quando se apanhou um coelho, uma rede torna-se inútil quando se pegou um peixe.

Somente no boi poderia chegar à casa;
Mas eis que agora o boi desapareceu;
E o homem se senta, sozinho e tranquilo;
O rubro sol anda alto no céu;
Enquanto ele sonha placidamente;
Ao longe, sob o telhado de palma;
Jazem seu chicote inútil e seu laço inútil.


Todos os sentimentos ilusórios pereceram e as idéias de sanidade também se extinguiram.

O chicote, o laço, o boi e o homem pertencem igualmente ao vazio;
Tão vasto e infinito é o céu azul;
Que não pode atingi-lo;
Conceito de nenhuma espécie;
Sobre um fogo ardente, um floco de neve não pode subsistir;
Quando a mente atinge esse estado;
Chega finalmente a compreensão;
Do espírito dos antigos ancestrais.


Desde o puro princípio não houve tanto quanto um grão de poeira para macular a pureza intrínseca. Ele observa o crescer e o descrever da vida no mundo, enquanto permanece imparcial num estado de imperturbável serenidade.

Ele voltou à origem, retornou à fonte;
Mas foi em vão que tomou suas providências;
É com se estivesse agora cego e surdo;
Sentado em sua cabana, não almeja as coisas que estão fora;
Os riachos serpenteiam por si mesmos;
As flores vermelhas desabrocham naturalmente vermelhas.


O portão de sua casa está fechado e mesmo os mais sábios não podem encontrá-lo. Seu panorama mental desapareceu por fim. Segue seu próprio caminho, não tentando seguir os passos dos antigos sábios.

Com o peito descoberto e descalço, ele entra na praça do mercado;
Enlameado e empoeirado, como sorri mostrando os dentes!
Sem recorrer a místicos poderes;
faz árvores secas florescerem de repente.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

NOVOS DESAFIOS DA CADEIA PRODUTIVA



A abertura de mercado trouxe consigo a necessidade de estruturação dos mais diversos setores da economia. Assim, a pecuária na busca da adequação às novas demandas tem se transformado constituindo-se, cada vez mais, numa atividade empresarial. E como tal, tem que procurar desenvolver de forma coesa e uniforme toda a cadeia produtiva da carne e, em especial, o sistema de produção. Nesse novo cenário a pecuária tem de garantir o fornecimento contínuo, ao longo do ano, de produtos de boa qualidade, e ser capaz ainda, de se constituir em um setor de alta produtividade e competitivo.
A despreocupação com os recursos naturais no desenvolvimento dessa atividade possibilitou, e ainda possibilita o desequilíbrio biológico com conseqüências desastrosas para o meio ambiente e para a própria atividade. O manejo inadequado e a mentalidade extrativista que controlavam, e em parte ainda controlam, a atividade produziram como resultado grandes áreas degradadas ou em franco processo de degradação. É urgente que se reverta esse processo tanto para recuperar os milhões de hectares de pastagens degradadas, quanto para possibilitar que centenas de propriedades permaneçam na atividade. As pastagens podem produzir grandes quantidades de matéria seca digestível por área se forem tratadas como culturas e manejadas corretamente.
Outro ponto importantíssimo a observar diz respeito ao biótipo animal adequado a esta realidade, incentivando cada vez mais a produção e seleção animal voltada a animais de ciclo fisiológico curto, capazes de transformar forragem em carne de forma eficiente e produtiva. Animais de alta performance em desenvolvimento esquelético, apresentam maiores dificuldades de completar seu desenvolvimento muscular e principalmente sua terminação de carcaça nos machos e maturidade sexual das fêmeas.
Mais um desafio a ser enfrentado por todos os selecionadores de genética especializada em produção de carne, em se manterem cada vez mais conectados com os produtores de base, movimentando assim toda a cadeia de forma sustentável em todos os níveis de produção distribuindo valores em todos os segmentos, gerando riquezas, preservando o meio ambiente, fortalecendo o agribusiness de nosso país e principalmente valorizando a atividade de produtor brasileiro, nosso verdadeiro herói!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

SELEÇÃO GENÉTICA, uma realidade



Fertilização bem-sucedida
Uma nova técnica de exame de embriões foi apresentada recentemente por cientistas britânicos, o que pode pode dobrar as chances de uma fertilização artificial bem sucedida.
Segundo reportagem no New York Time, uma equipe de pesquisadores da Universidade de Oxford, participando de um congresso anual de fertilidade nos Estados Unidos, apresentaram os casos bem-sucedidos de exames embriões para detectar problemas genéticos.
Até o momento mais de 20 bebês já nasceram com a ajuda desta técnica e os pesquisadores britânicos agora esperam disponibilizar o método para mais pessoas. Atualmente, a técnica é oferecida apenas em algumas clínicas particulares da Grã-Bretanha e custa 2 mil libras (o que equivale a cerca de R$ 5,7 mil).
Seleção genética de embriões
Os médicos afirmaram que a técnica, chamada de hibridização genômica comparativa (ou CGH na sigla em inglês), poderá ser mais útil para mulheres mais velhas, cujos embriões tem risco maior de apresentar distúrbios genéticos que levam a condições como Síndrome de Down.
A técnica verifica os cromossomos no embrião em desenvolvimento, permitindo que apenas embriões com melhores chances de sucesso sejam utilizados na fertilização in vitro.
O estudo foi realizado pelo segundo ano seguido mas, desta vez, foram testadas 115 mulheres - número seis vezes maior do que em 2008. De acordo com os pesquisadores, muitas das mulheres que participaram dos testes estavam na "última chance" de fertilização in vitro - tinham por volta de 39 anos e dois tratamentos de fertilização mal sucedidos antes.
Mais um exemplo concreto do avanço da biotecnologia e sua participação cada vez mais real na vida das pessoas comuns. Com certeza nos próximos 10 anos estaremos assistindo uma verdadeira revolução em vários segmentos voltados a seleção genômica.

sábado, 11 de setembro de 2010

ZOOTECNIA & SUSTENTABILIDADE


A zootecnia é a ciencia que visa aproveitar as potencialidades dos animais domésticos e domesticáveis, com a finalidade de explorá-los racionalmente como fonte alimentar e outras finalidades junto aos seres humanos, ciência aplicada que trata da adaptação dos animais com potencialidades de domesticação ao ambiente criatório e, desta forma, aproveitá-los com a finalidade nutricional e econômica. Como ciência deriva diretamente da biologia como uma zoologia aplicada, pois ao conhecimento biológico do animal soma-se os princípios da economia e da produção de alimentos, visando suprir o mercado com produtos adequados a alimentação humana. Pode-se definir zootecnia como produção animal Stricto Sensu e o seu principal objetivo é "produzir o máximo, no menor tempo possível, sempre visando lucro, tendo em conta o bem estar animal". O Zootecnista é o profissional habilitado para atuar na produção animal; as principais áreas de atuação são: Nutrição e Alimentação, Forragens, Genética e Melhoramento, Reprodução, Manejo, Instalações, Higiene, Tecnologia de Produtos e Derivados de Origem Animal e Administração Rural.
A pecuária de corte no Brasil está iniciando um novo ciclo onde a verticalização da produção será obrigatória pela limitação de crescimento das propriedades em face aos desafios ambientais. A responsabilidade social, o bem estar animal e as certificações dos processos de produção fará parte cada vez mais do dia a dia de qualquer pecuarista, e sem dúvida nenhuma, o profissional com maior qualificação para dar suporte sustentável economicamente a esta realidade é o Zootecnista. Consciência, ética e dedicação profissional farão a diferença no futuro. VIVA A ZOOTECNIA!!!

BRSILEIRO UM ENIGMA! Por Arnaldo Jabor



Brasileiro é um povo solidário. Mentira.
Brasileiro é babaca. Eleger para o cargo mais importante do Estado um sujeito que não tem escolaridade e preparo nem para ser gari, só porque tem uma história de vida sofrida;
Pagar 40% de sua renda em tributos e ainda dar esmola para pobre na rua ao invés de cobrar do governo uma solução para pobreza;
Aceitar que ONG's de direitos humanos fiquem dando pitaco na forma como tratamos nossa criminalidade. ..
Não protestar cada vez que o governo compra colchões para presidiários que queimaram os deles de propósito, não é coisa de gente solidária.
É coisa de gente otária.


Brasileiro é um povo alegre. Mentira.
Brasileiro é bobalhão.
Fazer piadinha com as imundices que acompanhamos todo dia é o mesmo que tomar bofetada na cara e dar risada.
Depois de um massacre que durou quatro dias em São Paulo , ouvir o José Simão fazer piadinha a respeito e achar graça, é o mesmo que contar piada no enterro do pai.
Brasileiro tem um sério problema.
Quando surge um escândalo, ao invés de protestar e tomar providências como cidadão, ri feito bobo.


Brasileiro é um povo trabalhador. Mentira.
Brasileiro é vagabundo por excelência.
O brasileiro tenta se enganar, fingindo que os políticos que ocupam cargos públicos no país, surgiram de Marte e pousaram em seus cargos, quando na verdade, são oriundos do povo.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado ao ver um deputado receber 20 mil por mês, para trabalhar 3 dias e coçar o saco o resto da semana, também sente inveja e sabe lá no fundo que se estivesse no lugar dele faria o mesmo.
Um povo que se conforma em receber uma esmola do governo de 90 reais mensais para não fazer nada e não aproveita isso para alavancar sua vida (realidade da brutal maioria dos beneficiários do bolsa família) não pode ser adjetivado de outra coisa que não de vagabundo.


Brasileiro é um povo honesto. Mentira.
Já foi; hoje é uma qualidade em baixa.
Se você oferecer 50 Euros a um policial europeu para ele não te autuar, provavelmente irá preso.
Não por medo de ser pego, mas porque ele sabe ser errado aceitar propinas.
O brasileiro, ao mesmo tempo em que fica indignado com o mensalão, pensa intimamente o que faria se arrumasse uma boquinha dessas, quando na realidade isso sequer deveria passar por sua cabeça.

90% de quem vive na favela é gente honesta e trabalhadora. Mentira.
Já foi. Historicamente, as favelas se iniciaram nos morros cariocas quando os negros e mulatos retornando da Guerra do Paraguai ali se instalaram.
Naquela época quem morava lá era gente honesta, que não tinha outra alternativa e não concordava com o crime.
Hoje a realidade é diferente.
Muito pai de família sonha que o filho seja aceito como 'aviãozinho' do tráfico para ganhar uma grana legal.
Se a maioria da favela fosse honesta, já teriam existido condições de se tocar os bandidos de lá para fora, porque podem matar 2 ou 3 mas não milhares de pessoas.
Além disso, cooperariam com a polícia na identificação de criminosos, inibindo-os de montar suas bases de operação nas favelas.

O Brasil é um pais democrático. Mentira.
Num país democrático a vontade da maioria é Lei.
A maioria do povo acha que bandido bom é bandido morto, mas sucumbe a uma minoria barulhenta que se apressa em dizer que um bandido que foi morto numa troca de tiros, foi executado friamente.
Num país onde todos têm direitos mas ninguém tem obrigações, não existe democracia e sim, anarquia.
Num país em que a maioria sucumbe bovinamente ante uma minoria barulhenta, não existe democracia, mas um simulacro hipócrita.
Se tirarmos o pano do politicamente correto, veremos que vivemos numa sociedade feudal: um rei que detém o poder central (presidente e suas MPs), seguido de duques, condes, arquiduques e senhores feudais (ministros, senadores, deputados, prefeitos, vereadores).
Todos sustentados pelo povo que paga tributos que têm como único fim, o pagamento dos privilégios do poder. E ainda somos obrigados a votar.

Democracia isso? Pense!
O famoso jeitinho brasileiro.
Na minha opinião, um dos maiores responsáveis pelo caos que se tornou a política brasileira.
Brasileiro se acha malandro, muito esperto.
Faz um 'gato' puxando a TV a cabo do vizinho e acha que está botando pra quebrar.
No outro dia o caixa da padaria erra no troco e devolve 6 reais a mais, caramba, silenciosamente ele sai de lá com a felicidade de ter ganhado na loto... malandrões, esquecem que pagam a maior taxa de juros do planeta e o retorno é zero. Zero saúde, zero emprego, zero educação, mas e daí?
Afinal somos penta campeões do mundo né?? ?
Grande coisa...

O Brasil é o país do futuro.
Caramba, meu avô dizia isso em 1950. Muitas vezes cheguei a imaginar em como seria a indignação e revolta dos meus avôs se ainda estivessem vivos.
Dessa vergonha eles se safaram...
Brasil, o país do futuro !?
Hoje o futuro chegou e tivemos uma das piores taxas de crescimento do mundo.

Deus é brasileiro.
Puxa, essa eu não vou nem comentar...

O brasileiro merece! Como diz o ditado popular, é igual mulher de malandro, gosta de apanhar. Se você não é como o exemplo de brasileiro citado nesse e-mail, meus sentimentos amigo, continue fazendo sua parte, e que um dia pessoas de bem assumam o controle do país novamente.
Aí sim, teremos todas as chances de ser a maior potência do planeta.
Afinal aqui não tem terremoto, tsunami nem furacão.
Temos petróleo, álcool, bio-diesel, e sem dúvida nenhuma o mais importante: Água doce!

Só falta boa vontade, será que é tão difícil assim?

Arnaldo Jabor

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

O FRASCO DE MAIONESE E O CAFÉ


Um professor, durante a sua aula de filosofia sem dizer uma palavra, pega num frasco de maionese e esvazia-o...Tirou a maionese e encheu-o com bolas de golf.
A seguir perguntou aos alunos se o Frasco estava cheio. Os estudantes responderam sim. Então o professor pega numa caixa cheia de pedrinhas e mete-as no frasco de maionese. As pedrinhas encheram os espaços vazios entre as bolas de golf. O professor voltou a perguntar aos alunos se o frasco estava cheio, e eles voltaram a dizer que sim. Então...o professor pegou noutra caixa...uma caixa cheia de areia e esvaziou-a para dentro do frasco de maionese. Claro que a areia encheu todos os espaços vazios e uma vez mais o pofessor voltou a perguntar se o frasco estava cheio. Nesta ocasião os estudantes responderam em unânime "Sim!".
De seguida o professor acrescentou 2 xícaras de café ao frasco e claro que o café preencheu todos os espaços vazios entre a areia. Os estudantes nesta ocasião começaram a rir-se...mas repararam que o professor estava sério e disse-lhes:
'QUERO QUE SE DÊEM CONTA QUE ESTE FRASCO REPRESENTA A VIDA'.
• As bolas de golf são as coisas Importantes:
Como a FAMÍLIA, a SAÚDE, os AMIGOS, tudo o que você AMA DE VERDADE. São coisas, que mesmo que se perdêssemos todo o resto, nossas vidas continuariam cheias.
• As pedrinhas são as outras coisas que importam como: o trabalho, a casa, o carro, etc.
• A areia é tudo o demais, as pequenas coisas. 'Se puséssemos 1º a areia no frasco, não haveria espaço para as pedrinhas nem para as bolas de golf.
O mesmo acontece com a vida'.
Se gastássemos todo o nosso tempo e energia nas coisas pequenas, nunca teríamos lugar para as coisas realmente importantes.
 Preste atenção às coisas que são cruciais para a sua Felicidade:

• Brinque ensinando os seus filhos,
• Arranje tempo para ir ao medico,
• Namore e vá com a sua/seu namorado (a)/marido/mulher jantar fora,
• Dedique algumas horas para uma boa conversa e diversão com seus amigos
• Pratique o seu esporte ou hobbie favorito.
• Haverá sempre tempo para trabalhar, limpar a casa , arrumar o carro...
• Ocupe-se sempre das bolas de golf 1º, que representam as coisas que realmente importam na sua vida.
• Estabeleça suas prioridades, o resto é só areia...
Porém, um dos estudantes levantou a mão e perguntou o que representaria, então, o café.
O professor sorriu e disse:
"...o café é só para vos demonstrar, que não importa o quanto a nossa vida esteja ocupada, sempre haverá espaço para um café com um amigo. "

sábado, 14 de agosto de 2010

BIOTECNOLOGIA APLICADA AO MELHORAMENTO GENÉTICO

Gostaria de convidar os amigos para assistir uma pequena mostra do resultado de um dedicado trabalho em favor da difusão da Biotecnologia aplicada ao Melhoramento Genético, da mais importante "máquina de produção de carne" de todo o mundo tropivcal que é o nosso grande NELORE. Não percam...!
video

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O Produtor brasileiro, o verdadeiro herói



Segundo dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o rebanho brasileiro é composto de aproximadamente 177,73 milhões de bovinos livres da enfermidade, seja com ou sem vacinação, no Brasil. Fazendo do com que o rebanho brasileiro adquira o atual status de ser o maior rebanho do mundo nesta condição.
O rebanho que mais se aproxima da condição do Brasil é o norte-americano, onde o todo o gado é livre de febre aftosa sem vacinação e alcança cerca de 94,5 milhões de cabeças, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Depois dos Estados Unidos, os 27 países membros da União Européia perfazem, juntos, outro grande aglomerado de animais livres de febre aftosa. Nestes países são cerca de 88,4 milhões de bovinos considerados livres da doença.
A Argentina possui cerca de 54,2 milhões de bovinos na mesma condição e o rebanho livre de febre aftosa da Austrália possui 27,3 milhões de cabeças.
A Índia, onde bovinos e bubalinos somam 281,4 milhões de cabeças, não é considerada livre da enfermidade.
Mesmo tendo o maior rebanho livre de febre aftosa do mundo o Brasil não consegue acessar mercados mais exigentes para a carne bovina, pois algumas áreas do nosso território ainda não são consideradas livres da doença.
Portanto como podemos constatar pelos números, ainda não fizemos totalmente a nossa lição de casa, que exige um comportamento sério de nossas autoridades frente aos organismos internacionais, lideranças que realmente representem os interesses dos produtores, maior conscientização de toda a cadeia produtiva sobre os benefícios diretos e indiretos das certificações de processos e finalmente uma política de governo voltada ao desenvolvimento de um dos mais importantes segmentos de nossa economia.
A verdadeira âncora do sucesso da política econômica do atual governo foi a movimentação positiva do PIB do Setor de "Agribusiness", tanto no aumento do volume produzido quanto na evolução da produtividade por anos consecutivos. E foi exatamente este extraordinário desempenho do Setor, a base central do controle de inflação e da melhoria da balança comercial, que vem dando sustentação ao bom desempenho econômico do país nos últimos anos. Mas apesar desta realidade incontestável, o que estamos assistindo neste governo é a politização sem conteúdo de um debate sem sentido entre agricultura familiar e agronegócio, um verdadeiro desmonte do Ministério de Agricultura quando se trata de pensar estrategicamente o papel do país na produção global de alimentos no futuro, o completo desrespeito em relação às necessidades do produtor, o fomento irresponsável via financiamentos com recursos públicos resultando na concentração exagerada do poder de compra em poucas industrias, e não menos importante cabe destacar a conivência criminosa com movimentos políticos que pouco ou nada tem à ver com a ocupação territorial produtiva de nosso país promovendo um ambiente contrário a produção em escala capaz de gerar empregos, impostos e divisas...E poderíamos continuar enunciando o pouco caso do atual governo com um dos Setores mais importantes de nosso país, pois nossa história é recheada de exemplos de trabalho árduo, honesto e dedicado de gerações e gerações de pioneiros lavradores e criadores, que formaram a base de nossa sociedade e de nossa cultura. Realmente os produtores brasileiros merecem muito mais, pois são eles os verdadeiros heróis! As eleições estão próximas, é hora de pensar no futuro.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Biotecnologia "Made in Brazil"



A Biotecnologia é uma atividade (não uma ciência) cuja finalidade é a produção de bens e serviços. Essa produção tem, no entanto, uma diretriz específica: recorre a seres vivos ou aos seus componentes, como parte integrante do processo de produção. Para que tal seja possível, são necessários os conhecimentos fundamentais da Biologia associados aos da Engenharia de diversas áreas, como a Zootecnia por exemplo, para que se encontrem as estratégias mais adequadas à obtenção do produto que se pretende.
A Biotecnologia é assim uma atividade de base científica que requer um conhecimento detalhado dos mecanismos biológicos que se pretendem utilizar e a integração de processos de engenharia de forma a optimizar as bio-reacções e a sustentabilidade do processo. Esta atividade tem no entanto uma vertente economica inquestionável: se a obtenção do produto ou serviço não for economicamente rentável, não existe biotecnologia, porque não existirá produção.
Tudo o que se disse parece simples? É simples. Mas é sistematicamente esquecido por muitos que julgam a biotecnologia como uma ciência, um processo de investigação, ou até o desenvolvimento de um programa computacional! E não é complicado encontrar exemplos de como este paradigma funciona: várias proteínas humanas recombinantes, produzidas por microorganismos ou por células animais, podem ser encontradas no mercado. No ano de 2008, o valor do mercado das proteínas recombinantes terapêuticas atingiu quase 52 mil milhões de dólares e espera-se que ultrapasse os 87 mil milhões de dólares em 2010. Outro exemplo de sucesso, embora pese todas as reticências europeias, é a utilização de culturas geneticamente modificadas. Neste caso foram desenvolvidas plantas resistentes a insectos, herbicidas e a vírus, que permitem reduzir a utilização de pesticidas e herbicidas e melhorar inequivocamente as produtividades das culturas. Em 2009, a área mundial global estimada destas culturas autorizadas foi de 91,0 milhões de hectares, correspondendo a um crescimento líquido anual de 20%. O mercado mundial das culturas melhoradas pela biotecnologia foi estimado em 6,70 mil milhões de dólares em 2009, equivalentes a 20% do mercado mundial de sementes (James, 2009).
Uma terceira área de afirmação dos produtos da Biotecnologia é a área do processamento dos alimentos. Só nos Estados Unidos o processamento de alimentos tem um valor de mercado de 500 mil milhões de dólares. Atualmente quase todos os processos incluem a utilização de produtos da biotecnologia, quer sejam eles culturas de arranque geneticamente modificadas ou enzimas modificadas por engenharia de proteínas.Uma quarta área parece querer agora despontar e recorre aos conhecimentos da biologia celular humana para vir a atingir aquilo que já se denomina de medicina regenerativa ou terapêutica celular.
Nas biotecnologias de reprodução tanto humana, quanto animal o impacto financeiro da otimização dos resultados é inequívoco com melhorias reais na produção de alimentos, na qualidade de vida e na condução dos processos de sustentabilidade.

A questão que se coloca para o Brasil neste momento é quanto a esta mudança radical na forma de produzir, e não tanto a nossa capacidade de usufruir dos produtos da biotecnologia, que dependerá somente da nossa disponibilidade financeira para comprar e pagar, mas sim se poderemos e quereremos participar no desenvolvimento destes novos produtos, para que a capacidade intelectual brasileira seja estimulada e a dependência de biotecnologia importada seja minimizada no futuro. E neste aspecto constatamos que estamos muito distantes deste caminho se observarmos a nossa atual política de governo nesta área vital importancia de conhecimento científico, formação de gerações futuras focadas na soluções dos problemas que afetam nossa realidade e obtenção de divisas em um mercado sólido e crescente em termos globais.

HABILIDADE MATERNA e sua importância para o Melhoramento de gado de corte



O efeito materno está relacionado às diferenças no peso ao nascimento, ou na taxa de ganho do nascimento até o desmame, causadas pelas diferenças no ambiente materno fornecido pelas vacas durante a gestação e amamentação. Os efeitos maternos são considerados como efeitos ambientais que influenciam a prole e são determinados por fatores genéticos e ambientais.
A seleção para habilidade materna exige que se conheça influência da vaca na expressão de características pré-desmama de seus filhos, pois estas serão utilizadas como critérios de seleção. Além disso, existem demandas específicas quanto ao conjunto de informações coletadas, modelos estatísticos utilizados e recursos computacionais disponíveis.

Caracterização dos efeitos maternos
Observando a formação do genótipo de um indivíduo, tem–se que a contribuição é metade dos genes de cada progenitor. Entretanto, a contribuição da mãe para o fenótipo do seu filho se dá não apenas pela transmissão de efeitos genéticos, mas também por meio da expressão dos efeitos maternos, ou seja, fenótipo da mãe para habilidade materna.
Enquanto, para a cria, a habilidade materna é um efeito ambiental, para a mãe, é um efeito genético herdado dos pais, de maneira que a superioridade genética de uma vaca para habilidade materna é fruto de genes herdados de seus progenitores, pois ambos contribuíram com 50% do seu valor genético.
Sendo assim, a influência materna é fruto do genótipo da mãe e da ação ambiental que
potencializa ou inibe a expressão deste genótipo. Considerando isto, a existência de variabilidade genética para habilidade materna e a diversidade de ambientes a que as fêmeas são submetidas, podem ser fontes de variação importantes em características de desempenho de bovinos.
Outro aspecto dos efeitos maternos é a expressão destes com uma geração de intervalo entre a expressão da vaca e da prole e com duas gerações de intervalo entre o reprodutor e a filha. Tal fato dificulta o entendimento e mensuração dos efeitos maternos com vistas ao melhoramento genético.

Melhoramento genético da habilidade materna de bovinos de corte
O cruzamento entre raças e a seleção de indivíduos geneticamente superiores são,
basicamente, os processos utilizados para promoção do melhoramento genético em bovinos de corte.

Uso de cruzamentos no melhoramento genético da habilidade materna
Os objetivos do cruzamento são aproveitar as diferenças genéticas existentes entre as raças para uma determinada característica e a agregar características desejáveis no mesmo indivíduo, por meio de acasalamentos de animais de raças com superioridade de desempenho em caracteres desejáveis.
A utilização do cruzamento, para promover o melhoramento da habilidade materna em gado de corte, pode estar associada a sistemas de produção de carne mais intensivos, que demandam pesos ao desmame mais elevados, diminuindo o tempo de permanência do animal em confinamento e ou sob suplementação.
Importante observar, no entanto, que a utilização do cruzamento como ferramenta
promotora de melhoramento genético, pressupõe a ocorrência de raças com superioridade genética para algumas características específicas, determinando que resultados positivos no cruzamento estejam fortemente associados ao processo de seleção.

Seleção para habilidade materna em bovinos de corte
A habilidade materna está relacionada com a produção de leite e com o cuidado da mãe com a cria. Ao selecionar-se para habilidade materna se deseja identificar vacas que apresentem maior cuidado com a cria e que produzam maior quantidade de leite. A partir disso, surge um questionamento básico, como medir a produção de leite e o cuidado da vaca com o bezerro em bovinos de corte, com intuito de avaliar a habilidade materna?
Existem técnicas que utilizam o peso do bezerro antes e após as mamadas como indicador da produção de leite. Mas, na maior parte das situações, a habilidade materna é medida, de forma indireta, a partir do desempenho das crias no período pré-desmame, por meio do peso ao desmame, do ganho de peso do nascimento ao desmame, etc... Essa prática pode tornar-se uma grande fonte de erros quando não se entende que as medidas de características do período pré-desmame contém a expressão do potencial genético do bezerro para ganhar peso e a expressão do potencial genético da vaca para cuidar da cria e produzir leite.
Considerando o exposto e as dificuldades de estabelecimento de uma característica que trate exclusivamente da habilidade materna em bovinos, estabeleceu se como critérios de seleção para habilidade materna, característica de desempenho pré-desmame ou índices de seleção que ponderem estas características.
Ao observar as características de desempenho pré-desmame, teremos a expressão de 2
genótipos, o primeiro, do bezerro, chamado efeito genético direto, representando o potencial genético de crescimento do próprio animal e o segundo, da vaca, representando a habilidade materna, chamado de efeito genético materno.
O impacto dos efeitos genéticos maternos sobre o peso ao desmame da cria, pode ser negativo ou positivo, pois, a habilidade materna, para o bezerro, é um efeito ambiental que pode inibir ou permitir a expressão total do potencial de crescimento do animal no período pré-desmame. Filhos de vacas com habilidade materna superior têm maiores chances de apresentarem desempenho superior até o desmame, desde que tenham potencial genético de crescimento.
Dessa forma, se torna impossível desassociar a seleção para habilidade materna da seleção para desempenho pré-desmame. Isto implica que estas características possuam associação genética positiva, ou nula. Contudo encontram-se referências a valores negativos para a correlação genética entre os efeitos diretos e maternos em características pré-desmame.
A correlação genética negativa entre efeito direto e materno implica em que parte do ganho em potencial de crescimento, obtido em uma determinada geração, poderia ser anulado na geração seguinte, pela expressão da habilidade materna no fenótipo das progênies das vacas selecionadas. Isto em função da atuação antagônica dos genes na expressão das duas características.
Um fator complicador é a diferença de uma geração na expressão dos efeitos diretos e
maternos, cuja associação é medida por am r . Pois o potencial para crescimento pré-desmame de um animal está confundido com a habilidade materna de sua mãe, e no caso de fêmeas a expressão da sua habilidade materna está vinculada à expressão do potencial de crescimento de sua prole no período pré-desmame.
Para separação adequada dos efeitos genéticos em diretos e maternos e dos efeitos maternos em genético e ambiental, e medição precisa de am r , é necessário, um conjunto de dados contendo informações de desempenho no período pré-desmame das mães, o maior número de informações de filhos por vaca, e a maior quantidade de informações a respeito do parentesco das fêmeas em reprodução.
Estas informações permitem a diferenciação das matrizes de relacionamentos dos efeitos genéticos diretos, genéticos maternos, permanentes de ambiente materno. De acordo com o descrito anteriormente, pode-se observar que se um número elevado de vacas tiver apenas um filho, as três matrizes apresentam formas semelhantes, o que repercute negativamente na qualidade das estimações das herdabilidade diretas e maternas, e nas predições das DEPs diretas e maternas.

Implicações
Em sistemas intensivos de produção de carne em que os animais são abatidos muito
precocemente, o peso do animal ao desmame é uma característica de extrema importância, em função da participação relativa desta medida no peso final dos animais. Dessa forma, ao selecionar os reprodutores que gerarão animais que serão submetidos a este sistema é importante considerar os efeitos maternos, que influenciarão diretamente o desempenho pré-desmame e indiretamente no desempenho final dos animais.
Nas situações em que o produto de comercialização é o bezerro e que a remuneração é
diferenciada em função da qualidade do produto, o ambiente materno apresenta importância relativa elevada, pois está fortemente associado com o desempenho pré-desmame fator determinante na viabilidade e qualidade do bezerro. Nestas situações os critérios de seleção devem conter caracteres relacionados com habilidade materna e desempenho pré-desmame.
Em sistemas de produção em que o período pré-desmame é muito inferior ao período pós-desmame os efeitos maternos apresentam pequena influência sobre o peso final, uma vez que o desempenho pós-desmame é fracamente influenciado pelo ambiente materno. Nestas situações entende-se que características relacionadas com desempenho pós-desmame tenham maior ponderação nos índices de seleção, o que diminui a importância dos efeitos maternos.
Considerando que a seleção para habilidade materna acarreta aumento do potencial genético para produção de leite. É possível que haja incremento das exigências nutricionais das vacas, o que implica no melhoramento das condições de alimentação destes animais, para que estas expressem a totalidade do seu potencial genético.
Considerando que o sistema de produção de bezerros de corte no Brasil é predominante
realizado em pastagens cultivadas ou nativas, é necessário que o processo de seleção de considere esta realidade. Deve-se entender que a seleção para habilidade materna não está relacionada com altos níveis de produção de leite, mas com o suprimento das exigências nutricionais do bezerro e a conseqüente promoção de um ambiente que permita a expressão de todo o potencial genético para crescimento.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

PASTOR DE SHETLAND





Este ao lado é o JACK, pai do nosso MAXIMILIANUS MAXIMUS, mais conhecido como MAX. Na foto com apenas alguns dias de vida.

SHELTIE - A história desta raça tão fascinante é rodeada de controvérsias e suposições. Existem muitas versões de como o sheltie evoluiu até os dias de hoje, mas pouco se sabe realmente sobre sua história até o final do século XIX, por falta de documentações.
As Ilhas de Shetland, de onde a raça é proveniente, estão situadas no Reino Unido, entre a Escócia e a Noruega. Seu clima rigoroso e as incessantes tempestades que varrem o norte do Oceano Atlântico comprometiam muito a vegetação e, conseqüentemente, as condições de sobrevivência dos animais da região. Por esse motivo, os nativos tiveram que optar pela criação de animais de tamanho reduzido.
Os pôneis e pequenos bovinos e ovelhas, tão necessários para a subsistência dos habitantes das ilhas, se adaptaram perfeitamente ao ambiente, pastando livremente, enquanto as poucas plantações cultivadas eram protegidas por muros nas pequenas fazendas. Entretanto, esses dois meios de sobrevivência freqüentemente entravam em conflito quando os ágeis animais pulavam esses muros de pedra e arruinavam as lavouras.
Em meados do século XIX, os habitantes das ilhas começaram a criar cães pequenos e ágeis, conhecidos como "toonies", palavra que deriva do norueguês "toon", que identifica as pequenas fazendas existentes nas Ilhas de Shetland. Esses cães eram criados com o intuito de manter os pôneis e ovelhas longe de suas terras cultivadas. Pouco se sabe sobre os ancestrais desses cães. Entre as prováveis raças envolvidas nos cruzamentos mencionadas pelos historiadores estão pastores maiores já existentes nas Ilhas de Shetland, Collie, Border Collie e o Yakki Islandês (raça não mais reconhecida).
Atividades turísticas foram muito importantes para a economia das ilhas durante o século XIX, e uma das coisas que os habitantes das ilhas podiam vender aos turistas eram seus pequenos cães. Isso provocou uma grande debandada dos cães da região, fazendo com que, por volta de 1890, a raça original começasse a desaparecer. Para evitar que maiores problemas ocorressem, cruzamentos com pequenos Collies foram realizados, o que aumentou um pouco o tamanho dos cães, que passaram a ser chamados de "Shetland Collies". Em 1909 o Shetland Collie foi oficialmente reconhecido pelo "The Kennel Club" da Inglaterra e manteve este nome até 1914, quando passou a ser chamado de "Shetland Sheepdog".

SEM PALAVRAS

sexta-feira, 16 de julho de 2010

TARVOS TRIGARANUS, o TOURO



Há muito tempo quando o mundo era jovem, uma coisa maravilhosa e extraordinária aconteceu. No início da Primavera, próximo ao poço da Deusa Coventina, um filhote de Touro veio ao mundo. Logo no início se poderia ver que não era um filhote de touro comum. Seu pelo vermelho e dourado brilhava e a sua forma era perfeita. Os seus olhos eram os olhos do Sol.
O Touro dourado estava a correr e a brincar quando três grous apareceram. Eles dançavam em seu redor como um círculo solar, e ele, de repente, muito solenemente, curvou a sua cabeça perante eles três vezes.
Como a Primavera se estendia até parte do início do Verão, Ele cresceu muito depressa e logo se tornou um Touro adulto. Nunca houve um touro como ele, e a sua fama espalhava-se cada vez mais. Animais, mulheres, crianças, homens e Deuses vieram admirar a sua beleza. Mas aonde quer que fosse, os três grous iam também. Eles eram os seus companheiros inseparáveis.
Os seus dias eram cheios de alegria sem fim, e o mundo cheio de flores, pois nessa época o mundo não conhecia o Inverno.
Esus, o Deus Caçador, vagueava pelos campos e florestas do mundo procurando um animal valioso para seu apetite, mas não encontrou nenhuma animal que o satisfizesse.
No início de uma bonita manhã, ele estava num campo onde viu o Touro e os três grous. Bastou olhar para o Touro e Esus soube que a sua busca tinha terminado. Ele tirou a sua poderosa lâmina e chegou-se até o Touro adormecido, mas os três grous perceberam o perigo e deram um grito de alarme!
O Touro levantou-se para entrar em batalha com Esus, pois seus chifres dourados eram armas formidáveis. O Deus e o Touro divino chocaram-se em combate.
Eles lutaram durante todo o dia e toda a noite, mas nenhum dos dois parecia ser melhor que o outro. A luta continuou por muitos dias. Foi numa noite, na escuridão da lua, quando o Touro finalmente começou a ter as suas forças abatidas, debaixo de um grande salgueiro, que Esus derrotou o Touro divino com um golpe mortal.
Seu sangue foi derramado pelas raízes do salgueiro, e as suas folhas tornaram-se vermelho dourado nesse mesmo instante, por verdadeira tristeza e mágoa.
Os grous fizeram um enorme som de choro. Um deles voou para a frente, e com um pequeno recipiente, pegou um pouco de sangue do Touro. Os três grous partiram voando para o sul.
Uma escuridão ameaçadora desceu à Terra. As flores murcharam e as folhas das árvores caíram. O sol perdeu o seu calor. O mundo ficou gelado e a neve caiu pela primeira vez.
A humanidade rezou para que a Toda mãe trouxesse o calor de volta, ou todos pereceriam. Ela ouviu e sentiu pena da natureza.
Os três grous voltaram do sul, com um deles ainda segurando o recipiente. Ele voou para o salgueiro onde o Touro divino tinha sido assassinado e derramou o seu sangue pela terra. De repente, surgiu do pó um bezerrinho, renascido da Mãe-Terra!
Toda a natureza se rejubilou. O verde e as flores cresceram, as folhas brotaram das árvores e a Primavera voltou ao mundo.
Porém o Deus Caçador, Esus, ouviu falar sobre o renascimento do Touro e procurou por Ele.
Esse foi o início do ciclo que persiste até hoje. Esus sempre derrota o Touro divino mas a Mãe-Terra sempre o faz renascer.
A história de Esus e Tarvos é uma representação simbólica do caminho do Sol à medida que se move através do ciclo anual.

Tarvos é um símbolo da vida, renascido a cada ano das sementes do ano anterior. Esus é um símbolo da morte que caça durante toda a vida. Tarvos, acompanhado pelos três grous cinzas, que são as representantes da Deusa, move-se do nascimento ao auge da vitalidade e da vida, em que é morto por Esus, que simboliza a colheita e as forças da morte. Mas o seu sangue é recolhido tornando-se o sangue da vida e a semente para a renovação dos ciclos da vida.

O Mercado da Inseminação artificial nos Bovinos



A industria da IA em bovinos no mundo cresceu nos últimos trinta anos e segundo Thibier e Wagner em publicação “World statistics for artificial insemination in cattle,In: 14th ICAR, Stockholm, 2-6 July 2008, deve se situar hoje em aproximadamente 140 milhões de inseminações primeiras após o parto (IAP), com desenvolvimento importante em todas as partes do mundo, tais como África com 2 milhões; América do Norte com 20 milhões; América do Sul com 10 milhões; Oriente com 70 milhões e a Europa com 40 milhões.
É possível que estes dados estejam sobreestimados pela confusão que alguns países fazem entre IAP e o número total das IA, assim como pela falta de dados estatísticos em alguns deles.
Segundo Thibier e coll. a indústria da IA em bovinos e búfalos produziu mais de 300 milhões de doses de sêmen de 80.000 reprodutores em 800 centros de IA em 2008.
Os dados demonstram um sólido desenvolvimento da atividade nos últimos anos, revelando que o negócio da Inseminação Artificial se desenvolve em um mercado cada vez mais vigoroso, e, portanto cada vez mais exigente e competitivo.
As entidades de classe de criadores dos mais diversos produtos genéticos brasileiros deveriam ficar cada vez mais atento ao mercado internacional, onde a genética brasileira ocupa insignificante espaço pelo potencial zootécnico de seus produtos e dinamismo de seus criadores.

QUAL O VALOR ECONÔMICO DA AVALIAÇÃO GENÉTICA?



A pecuária de corte em nosso país está vivendo uma verdadeira revolução em seus parâmetros normais de funcionamento, decorrentes de um enorme descompasso entre o forte abate de matrizes em anos anteriores provocando um ciclo de alta, contrastado com o aumento na capacidade de abate da indústria. O azar é que a fase de alta deste ciclo pecuário atual inicia seu terceiro ano com sérios problemas na ponta vendedora, com a cotação do dólar baixa queda nas exportações e volta da inflação em nível mundial castigando o poder de compra dos consumidores. A venda atuava, há alguns anos, a favor da fase de alta do ciclo graças ao forte crescimento da economia mundial, que promoveu inclusive, o aumento no consumo de carnes e à expansão das grandes indústrias frigoríficas. Agora atua no sentido contrário, sendo esta é a grande barreira à valorização significativa da arroba.
Para se preparar para o que vem por aí, a saída é a implantação cada vez maior de projetos pecuários estruturados que permitam ganhos reais em produtividade.
O desafio maior de todos nós é o de oferecer padrão de qualidade para sustentar a nova realidade de características de preço do mercado. Neste sentido, a produção de qualidade passa a ser prioridade máxima da demanda da indústria, e a uniformidade o ponto chave para os ganhos econômicos consistentes para o pecuarista. E a maneira mais rápida e eficiente de se obter a uniformidade é sem dúvida nenhuma o melhoramento genético, por meio da inseminação artificial.
Estejam atentos os técnicos e criadores envolvidos em programas de avaliação genética para esta realidade, onde os conceitos de índice, objetivos e critérios de seleção não devem se confundir, pois são muitos as possibilidades e muitos os caminhos. Cada criador tem em mente um índice, ou um conjunto de características dos animais, que ele considera importantes para seu rebanho, no entanto devemos considerar que a inclusão de determinada característica em programa de melhoramento deve estar condicionada fortemente a sua importância econômica, ao seu potencial de ganho genético, aos custos de sua medição e aos interesses individuais de cada segmento da cadeia produtiva.
A Alta se sente orgulhosa em poder participar deste momento da pecuária seletiva brasileira, onde os olhos do mercado começam a se voltar para o melhoramento genético objetivo na difusão de material genético em larga escala, pois nossa empresa tem a exata consciência de sua responsabilidade no processo de melhoramento do rebanho nacional.
A maior prova desta consciência está nos diversos PROGRAMAS ESPECIALIZADOS EM GADO DE CORTE inteiramente voltado ao atendimento de todas as necessidades do pecuarista e totalmente focado no seu resultado global com a gestão de seu negócio.

Por que investir em Nelore?!



O ano 2009 para a astrologia chinesa será governado pelo boi, e “sob o domínio do boi, o sucesso não será obtido sem muito trabalho, paciência e disciplina.
Em todos os lugares do mundo as pessoas estão neste momento preocupadas sobre o que o futuro trará e todos estamos esperando por notícias de confiança. O mercado de ações está em turbulência, o preço do petróleo despencou, o Dólar Americano está valorizado frente a praticamente todas as moedas, a confiança no sistema financeiro mundial está desgastada e a disponibilidade de crédito está se encolhendo.
No entanto, numa escala global, a produção de alimentos continua sendo prioritária, com a demanda de alimentos em crescimento, estudo da FAO revela que o consumo de carne bovina crescerá mais de 60% em 10 anos, e o principal crescimento virá dos países em desenvolvimento, e em contrapartida a oferta está se estagnando nos principais países produtores, com isso a procura de ativos pecuários irá se acentuar cada vez mais, o que irá conduzir a preços mais elevados a médio prazo, o que deve gerar uma nova onda de investimento no "seguro" setor de produção e industrialização de carne e de leite, dada a garantia dos ativos que a terra e os animais trazem para a esta valiosa equação. E a resultante deste movimento será a necessidade dos criadores em expandir suas operações para acompanhar esta nova demanda do mercado.
Se analisarmos a produção mundial de carne bovina vamos constatar que o futuro indica que a atividade deverá obedecer algumas premissas, tais como unidades de produção voltadas para a produção de carne a pasto, alimentação a base de pastagens e culturas destinadas à produção de volumosos de baixo custo e um sistema de produção natural certificada para responsabilidade ambiental, social e sanitária. Estas premissas revelam que a fórmula para a produção de carne no futuro passa pela aplicação de tecnologia em pastagem cultivada em países tropicais combinada com a melhor genética da raça Nelore.
É natural que neste momento de instabilidade haja certa redução de liquidez onde os preços são pressionados pra baixo. No entanto, dada à tendência futura, o melhor momento para se investir em genética Nelore é agora, pois o custo deste investimento é proporcionalmente muito baixo neste momento e será possível beneficiar-se da crescente demanda dos próximos anos.
A luz do que foi dito, podemos concluir que mesmo neste momento incerto todos os elementos mostram que produzir carne bovina será um bom negócio num futuro muito próximo, que o caminho desta produção passa obrigatoriamente pela combinação do Nelore & Pastagem tropical e que dentro de alguns poucos anos a demanda vai continuar a curva ascendente de forma importante. Portanto a hora de investir é agora. E o investimento no Nelore é garantido, pois sem dúvida nenhuma é a mais eficiente máquina de produção de carne que existe em todo o mundo tropical, e para que um bom reprodutor de corte possa transmitir com mais prepotência as suas boas qualidades produtivas ele precisa ter “raça”, daí a grande importância de se realizar o investimento com o máximo de critério, sempre a luz de muitas análises tanto no campo técnico quanto no estudo detalhado do mercado onde se pretende "navegar".

Biotecnologias de Reprodução



Durante os últimos quarenta anos, a produção animal tem crescido em volume e diversificação na maioria dos países do mundo. Tal evolução não é devida somente à alta eficiência das principais espécies animais, mas também a uma série de melhoramentos nas áreas de fisiologia, genética, nutrição e manejo dos reprodutores.
As biotecnologias da reprodução (BRA) compreendem classicamente três gerações : a primera e a mais antiga é a Inseminação artificial , a segunda que començou a se desenvolver na metade dos anos 70 é o transplante de embriões , a terceira é aquela que esta em curso de desenvolvimento e compreende o : sexagem de sêmen e embriões, a fecundação in-vitro , a transgênese e o clonagem.E a quarta vem por aí com a seleção genômica. Todas estas biotecnologias apresentam como objetivo comum o melhoramento genético e sanitário dos rebanhos.

Corinthians, 97 anos de História



No marcante ano de 2007 na minha vida, um dos maiores clubes desportivos do mundo completou 97 anos de existência, anos que vivenciaram momentos ruins (como atual enfrentado pelo time), mas também muitos momentos de alegria. Tempo bom aquele de 1998 a 2000 onde tínhamos o melhor time do Brasil, dentre várias boas equipes que se encontravam com bons elencos, pena que perdemos a libertadores para nosso maior rival, mas isso é coisa de futebol, e o futebol não é justo; tempos ruins aquele do ano 2000 onde ficamos 15 jogos sem vencer, sendo que perdemos os 10 primeiros, mas ser corinthiano é ser isso mesmo, é sofrer muito, mas comemorar muito quando tem oportunidade.
No dia 1º de setembro, há 97 anos, em um pequeno imóvel da Rua José Paulino, no centro de São Paulo, às luzes de um lampião à gas, foi oficialmente fundado o Sport Club Corinthians Paulista, fundado por gente do povo para ser o time do povo, naquela época o futebol era um esporte para as elites, o Timão já nasceu inovador.
A agremiação surgiu pelas mãos de cinco humildes trabalhadores: Joaquim Ambrósio, Antônio Pereira (pintores de parede), Rafael Perrone (sapateiro), Anselmo Correia (motorista) e Carlos Silva (trabalhador braçal). Esta formação foi o passo inicial para o Corinthians conseguir a maior torcida do estado e uma das maiores e mais fanáticas do mundo, torcida esta capaz de se deslocar em 1976 até o Rio de Janeiro para acompanhar uma semifinal de brasileiro, com aproximadamente 70 mil torcedores, é um recorde mundial, nem em copa do mundo aconteceu algo semelhante.
Agora o nome Corinthians soa meio estranho aos ouvidos dos brasileiros, esta palavra veio da cidade grega de Corinto, na época da Grécia antiga, e posteriormente dos Coríntios (povo bíblico). Em 1910 uma equipe de futebol veio realizar jogos no Brasil, chamava-se Corinthians, e esses jogadores demonstravam uma vontade grande de vencer, o que inspirou aqueles operários, então foi decidido homenagear o time inglês.
Bom, esperamos agora um futuro digno de nossa história, uma diretoria competente e bons jogadores defendem nosso manto sagrado, porque o nosso presente de aniversário deste ano não está sendo nada agradável, a Fiel Torcida não merece isso. Mas de qualquer maneira esta torcida nunca desiste da luta, e neste ano de 2008 como eu, cheios de esperança vamos continuar a lutar!

CORINTHIANS minha vida, minha história, meu amor.

Sobre... Miura, o grande!



Ao publicar aqui o Miura pode parecer que eu também virei anti-touradas!
Não, de forma alguma!

Lembro-me de ter estudado esta obra na disciplina de português... já não sei em que ano foi, mas marcou-me! Marcou-me não sei bem porquê, afinal é uma crítica à covardia dos homens nas touradas, resumindo o papel do homem exactamente a isso: a uma covardia!

Mas não, é mais do que isso! Não se trata de uma crítica ao homem, mas de um hino ao touro...! É subtil, mas é este o cerne do poema: toda a atenção vai para o touro, numa suposição de como é que ele "pensa", o que é que ele sente! O touro bravo é um animal que vive toda a sua vida no silêncio da pastagem, até chegar ao verdadeiro destino da sua existência, que é a lide. Á parte do "bom ou mau" de uma tourada, do "certo ou errado" desta tradição que ultimamente tanta discussão tem trazido... como será que o touro se sente?

Miguel Torga é o único autor que conheço que se coloca na pele do touro! E não tanto para criticar os homens: antes para vangloriar a nobreza deste bicho, que se entrega totalmente perante um homem que, escondido em cima de um cavalo ou atrás de um fantasma vermelho, se confronta com ele.

E agora, leiam o poema com atenção... a ver se da próxima vez que forem a uma corrida não se lembram :
"Eu lembro-me sempre... não para ter pena do touro, mas para ter ainda mais respeito e admiração!"

Mudança de carreira



Caro amigo,
Quando eu iniciei o trabalho da SERSIA FRANCE no Brasil em 1993 a atividade em nosso país se resumia a um pequeno fichário de cerca de 20 clientes que existia lá em Paris.
Durante estes anos acredito que, ajudei a criar uma boa empresa, com uma marca forte, uma gama de produtos de qualidade, muitos clientes satisfeitos, uma equipe de bons profissionais e uma participação de cerca de 7% do mercado.
Depois de 15 anos de dedicação, persistência e muito trabalho acredito ter conseguido prestar uma pequena contribuição a toda a coletividade de entidades de pecuária da França.
Mas é chegado o momento de encarar mais um desafio na minha vida e abrir novos horizontes na minha carreira profissional, pois ainda pretendo realizar muitos projetos de sucesso, como é hoje a Sersia Brasil, e como foi na minha passagem pela Pecplan, Sete Estrelas e Yakult, onde sempre angariei bons amigos e ótimos resultados.
Em 24 anos de vida profissional, o trabalho intenso, o pioneirismo e os grandes desafios foram uma constante, procurando prestar o melhor e o mais avançado serviço técnico-comercial sempre focada no bom resultado do cliente.
E é movido por esta mesma missão que hoje dou início a uma nova etapa da minha vida profissional, assumindo todo o processo de Gestão de Mercado da ALTA GENETICS.
A Alta é uma das líderes mundiais do segmento de genética animal, com operações em cinco continentes, Programas de testes de progênie e Centrais de coleta no Canadá, Estados Unidos e Europa, coordenadas por sua matriz em Calgary, Canadá.
Seu desenvolvimento no Brasil é um exemplo de sucesso empresarial, apresentando em 10 anos de atividade, forte liderança de mercado, qualificada estrutura tecnológica em sua central de Uberaba e uma das mais competentes equipe de profissionais.
Minha sincera intenção é poder continuar contribuindo para o avanço genético e tecnológico da pecuária de nosso país a partir de um universo de trabalho muito mais amplo, reforçando sempre meu aprimoramento profissional na busca incessante de poder prestar um serviço técnico de qualidade e responsabilidade ao produtor brasileiro.
Continuo à sua inteira disposição, agora na sede da ALTA em Uberaba-MG, para atendê-lo em tudo que estiver ao meu alcance. Aproveito para agradecer imensamente o apoio e a confiança que o amigo sempre me dispensou!

INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL TEMPO FIXO



INSEMINAÇÃO ARTIFICIAL TEMPO FIXO – Gestão de resultados por meio do aperfeiçoamento das biotecnologias de reprodução fazem da “ IATF - Inseminação Artificial em TEMPO FIXO” uma das mais importantes ferramentas para o aumento da rentabilidade da atividade.

A Inseminação Artificial com certeza é a mais importante técnica já desenvolvida para o melhoramento genético dos rebanhos, pela sua simplicidade, custo e impacto na transmissão de características desejáveis de importância econômica. Como evolução da técnica por meio do aperfeiçoamento dos processos de sincronização de cio e outras tecnologias o aumento da eficiência reprodutiva será determinante na resultante econômica da atividade pecuária em nosso país. Neste sentido a chamada “Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF)”, é uma das técnicas empregadas hoje, em diversas propriedades no Brasil e no mundo, reduzindo a mão-de-obra (observação do cio), concentrando as atividades, facilitando o manejo e viabilizando a inseminação artificial, já que ocorre a diminuição do anestro pós-parto (intervalo para a apresentação do cio após o parto).
A IATF, é portanto uma tendência mundial e uma ferramenta importante para o desenvolvimento da pecuária no Brasil, pois permite ao produtor ampliar sua produtividade, podendo obter da sua matriz uma gestação por ano. É preciso ressaltar que ao adotar a técnica o produtor deve ter em mente que a sua prática nos animais depende de determinados fatores, tais como: raça, idade, condição corporal, qualidade do sêmen e conduta do inseminador. Além desses fatores, para a obtenção e garantia dos resultados, deve-se ficar atento a condição nutricional da fêmea, pois a mesma deixará de mostrar sua eficiência reprodutiva, caso sua condição nutricional seja precária.
Atualmente, o fator limitante da IATF está relacionado à viabilidade econômica da técnica, pois em algumas situações o custo-benefício pode não ser favorável, principalmente pelos custos dos medicamentos utilizados. Entretanto, o que se verifica em todo o mundo é uma redução gradativa no custo dos fármacos utilizados e novos protocolos de menor custo para a sincronização da ovulação. Assim, acredita-se que, em pouco tempo, a viabilidade econômica da IATF seja alcançada em rebanhos comerciais, já que em criações destinadas à produção de touros e/ou matrizes (maior valor agregado), tem-se verificado adequado retorno financeiro.
O mais importante para o produtor na realização do processo é a utilização de sêmen de alta qualidade para que o resultado econômico seja maximizado. A qualidade do sêmen pode ser medida em dois níveis :
1) Qualidade biológica: reforça-se a importância da utilização de sêmen industrializado pelas empresas associadas à ASBIA, que mantém um alto padrão de qualidade atendendo aos mais exigentes protocolos técnicos.
2) Qualidade genética: este parâmetro é talvez o que menos tem merecido a atenção dos produtores na hora da escolha do touro à ser utilizado, pois geralmente nos processos atuais de IATF dado aos ainda elevados custos dos fármacos existe uma tendência de se optar pelo menor preço do sêmen, comprometendo assim consideravelmente a qualidade genética do material utilizado. A aparente economia inicial de alguns reais por dose pode representar algumas centenas de reais de prejuízo no futuro tanto na produção de carne, quanto na produção de leite.
Um dos objetivos da IATF é permitir o produtor programar a inseminação dos animais, pois as fêmeas têm a sua ovulação induzida, com data marcada. Existem diferentes protocolos e a escolha do protocolo e a resposta esperada, depende dos fatores apontados acima, mas apesar das variações estes protocolos de IATF baseiam-se nos seguintes eventos básicos: Sincronização da onda de desenvolvimento folicular, Indução da luteólise e Indução da ovulação.